Mercado reduz previsão da inflação para 3,91% e mantém queda em 2026

Boletim do Banco Central aponta recuo do IPCA e projeta PIB de 1,82% no ano

Por Dominic Ferreira,

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do país foi novamente reduzida. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) no boletim Focus, do Banco Central, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,95% para 3,91% em 2026, marcando a sétima semana consecutiva de queda nas projeções. O índice segue dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância entre 1,5% e 4,5%.

Foto: Reprodução | pch.vector | FreepikInflação se torna preocupação diária para 97,2% dos brasileiros.

Para os anos seguintes, o cenário permanece relativamente estável. A inflação projetada para 2027 foi mantida em 3,8%, enquanto para 2028 e 2029 a expectativa é de 3,5% em ambos os anos. Mesmo com a trajetória de desaceleração, fatores como o aumento nos preços da energia elétrica e dos combustíveis ainda influenciam o comportamento inflacionário. Em janeiro, o IPCA ficou em 0,33%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, acumulando alta de 4,44% em 2025.

A política monetária segue como principal instrumento de controle da inflação. Atualmente, a taxa básica de juros, a Taxa Selic, está em 15% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Apesar do recuo das projeções inflacionárias, o colegiado optou por manter os juros inalterados pela quinta reunião consecutiva, indicando que cortes podem ocorrer a partir de março, caso o cenário continue favorável.

No campo da atividade econômica, o mercado também revisou levemente para cima a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, passando de 1,8% para 1,82%. Para os anos seguintes, a expectativa é de crescimento moderado, com 1,8% em 2027 e 2% em 2028 e 2029. Já a cotação do dólar deve encerrar 2026 em torno de R$ 5,45, refletindo um cenário de estabilidade cambial aliado ao ritmo gradual da economia brasileira.

Fonte: Agência Brasil

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