Minha Casa, Minha Vida impulsiona recorde do mercado imobiliário

Programa respondeu por mais da metade dos lançamentos no fim do ano; queda da Selic pode ampliar vendas em 2026

Por Redação Portal AZ,

O mercado imobiliário brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos em lançamentos e vendas de moradias, mesmo sob juros elevados, em desempenho puxado pelo programa Minha Casa, Minha Vida, que consolidou sua posição como principal motor do setor.

Foto: Ricardo Stuckert/PRMinha Casa, Minha Vida impulsiona recorde do mercado imobiliário
Minha Casa, Minha Vida impulsiona recorde do mercado imobiliário

Dados divulgados pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção mostram que foram lançadas 453.005 unidades residenciais no ano, alta de 10,6% ante 2024, enquanto as vendas somaram 426.260 imóveis, crescimento de 5,4%. Em valores, o montante potencial dos empreendimentos atingiu R$ 292,3 bilhões, e o volume efetivamente comercializado chegou a R$ 264,2 bilhões.

O programa habitacional respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no quarto trimestre, período que também registrou recordes trimestrais para o setor. Ao longo do ano, foram 224.842 unidades lançadas dentro da política pública, com avanço de 13,5%, e 196.876 vendas, alta de 15,9%.

Segundo a CBIC, o desempenho ocorreu apesar da taxa básica de juros em 15% ao ano, o que encarece o crédito imobiliário. Ainda assim, a percepção de demanda sustentou o ritmo de novos projetos e a comercialização de imóveis. O estoque disponível para venda cresceu 8% e encerrou o ano com 347.013 unidades.

O financiamento com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço atingiu R$ 142,3 bilhões em 2025, o maior nível da série histórica, ampliando a capacidade de contratação de moradias, sobretudo nas regiões Sudeste e Norte, onde o programa concentrou mais da metade das vendas no último trimestre.

Levantamento sobre intenção de compra indica que metade dos entrevistados pretende adquirir um imóvel nos próximos dois anos, com preferência por apartamentos. Sair do aluguel, ampliar o espaço e deixar a casa dos pais aparecem entre os principais motivos.

Para 2026, a expectativa do setor é de melhora do ambiente de crédito com o início do ciclo de redução da taxa básica de juros, o que pode diminuir o custo do financiamento. A meta do governo federal de contratar 3 milhões de unidades no programa habitacional até o fim do ano reforça a perspectiva de manutenção do ritmo elevado de lançamentos e vendas.

Fonte: Com informações do G1

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