Tarifas dos EUA caem para o Brasil após decisão judicial e nova taxa global
Alíquota única de 15% substitui medidas anteriores e afeta mais de US$ 20 bilhões em exportações
A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que anulou a maior parte do tarifaço imposto por Donald Trump mudou o cenário para o comércio exterior brasileiro. Com a adoção de uma tarifa global temporária de 15%, o Brasil passa a enfrentar uma sobretaxa menor e aplicada de forma uniforme a todos os países.
A reconfiguração das tarifas comerciais americanas reduziu a pressão sobre produtos brasileiros e abriu espaço para novas negociações entre os dois países. As taxas anteriores, que incluíam uma sobretaxa de até 40% sobre diversos itens, foram derrubadas por decisão judicial, restando apenas a nova alíquota global anunciada pelo governo dos Estados Unidos.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Na prática, a maioria das exportações brasileiras passa a pagar a tarifa já existente para cada produto somada ao adicional temporário de 15%, previsto para vigorar por até 150 dias. Permanecem inalteradas as tarifas de 50% sobre aço e alumínio, que seguem baseadas em outro instrumento legal.
Levantamento de entidade internacional que monitora políticas comerciais indica que o Brasil está entre os países mais beneficiados pela mudança, com a maior redução na tarifa média entre os principais parceiros comerciais dos EUA. O recuo melhora a competitividade dos produtos nacionais no mercado americano, especialmente em relação a economias desenvolvidas que passaram a enfrentar encargos mais altos.
O governo brasileiro avaliou a decisão como positiva e afirmou que a nova configuração cria condições equivalentes de concorrência. A leitura é de que a aplicação uniforme da alíquota evita perdas relativas para as empresas nacionais e abre caminho para tratar barreiras não tarifárias em futuras negociações bilaterais.
Antes da decisão da Suprema Corte, cerca de um quinto das exportações brasileiras aos Estados Unidos estava sujeito à sobretaxa de 40%. A derrubada dessas medidas atinge um volume estimado em mais de US$ 20 bilhões em vendas externas.
Para 2026, a expectativa é que o ambiente comercial se torne mais previsível, ainda que o adicional de 15% represente um custo temporário. O tema deve ganhar peso na agenda bilateral com a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos Estados Unidos, prevista para março.
Fonte: Com informações do G1