Petróleo dispara e tem maior alta semanal desde o início da pandemia
Guerra no Oriente Médio e paralisação no Estreito de Ormuz impulsionam preços do petróleo.
Os preços do petróleo registraram nesta semana a maior alta desde o início da pandemia de Covid-19, impulsionados pela escalada da guerra no Oriente Médio e por temores de interrupções no fornecimento global de energia.
No acumulado da semana, o WTI disparou 35,63%, o maior ganho desde o início da série histórica do contrato futuro, em 1983. O Brent registrou alta próxima de 28%, a mais forte desde abril de 2020, segundo dados divulgados pela CNBC.
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A disparada ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Irã, Israel e os Estados Unidos. Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump voltou a exigir a rendição incondicional do governo iraniano, aumentando as preocupações do mercado com um confronto prolongado na região.
Outro fator que pressiona os preços é a interrupção quase total do tráfego no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado por via marítima no mundo. A paralisação compromete o fluxo de exportações de países do Golfo Pérsico.
O ministro da Energia do Catar, Saad al-Kaabi, afirmou ao Financial Times que o preço do petróleo pode chegar a US$ 150 por barril nas próximas semanas caso os navios continuem impedidos de cruzar o estreito.
Segundo ele, empresas que ainda não declararam força maior — mecanismo usado quando eventos extraordinários impedem o cumprimento de contratos — podem ser obrigadas a fazê-lo caso o bloqueio persista.
Medidas emergenciais
Diante da volatilidade do mercado, o governo dos Estados Unidos anunciou um programa de seguro de US$ 20 bilhões para petroleiros que operam no Golfo Pérsico. A medida busca reduzir riscos para empresas que transportam petróleo pela região, mas não foi suficiente para conter a alta dos preços.
Além disso, a produção também começou a sofrer impactos diretos. Segundo fontes ouvidas pela Reuters, o Iraque interrompeu cerca de 1,5 milhão de barris por dia. Já o Kuwait iniciou cortes na produção após atingir o limite de sua capacidade de armazenamento.
Nos Estados Unidos, o reflexo já chegou ao consumidor. De acordo com dados da AAA, associação automobilística americana, o preço médio do galão de gasolina comum subiu cerca de 27 centavos na última semana, atingindo US$ 3,25.
Fonte: SBT News