Cesta básica sobe em Teresina e consome 43% da renda do salário mínimo

Alta de 1,07% em fevereiro elevou gasto com alimentos e exigiu 88 horas de trabalho do assalariado.

Por Redação Portal AZ,

O preço da cesta básica aumentou 1,07% em fevereiro em Teresina, chegando a R$ 648,65. Com isso, um trabalhador remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621 precisou dedicar 88 horas e 2 minutos de trabalho para adquirir os produtos essenciais, comprometendo 43,26% da renda líquida mensal.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilAlta do feijão e da carne puxou aumento da cesta básica em Teresina em fevereiro.
Alta do feijão e da carne puxou aumento da cesta básica em Teresina em fevereiro.

O levantamento mostra que a capital do Piauí teve aumento no custo dos alimentos básicos entre janeiro e fevereiro de 2026, movimento puxado principalmente pela alta de itens importantes da dieta das famílias.

Entre os 12 produtos que compõem a cesta básica na cidade, oito registraram aumento de preço no período. As maiores elevações ocorreram no feijão carioca (9,43%), seguido pela manteiga (2,64%), tomate (1,89%), café em pó (1,41%), banana (1,19%), carne bovina de primeira (1,08%), arroz agulhinha (0,69%) e pão francês (0,15%).

Em contrapartida, quatro itens ficaram mais baratos: leite integral (-2,66%), açúcar cristal (-2,20%), farinha de mandioca (-1,94%) e óleo de soja (-1,87%).

Apesar da alta mensal, o custo da cesta em Teresina acumula queda de 3,92% no período entre abril de 2025 e fevereiro de 2026. No recorte do ano, considerando a comparação entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, a variação foi de 0,55%.

Comparação com outras capitais

O comportamento da cesta básica variou entre as capitais brasileiras. Em algumas cidades houve queda no preço médio, enquanto outras registraram alta.

Entre as capitais com aumento em fevereiro estão Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Vitória (1,79%) e Rio de Janeiro (1,15%).

Já algumas capitais tiveram redução no valor da cesta, como Manaus (-2,94%), Florianópolis (-1,09%), Porto Alegre (-1,07%), Palmas (-0,74%) e Goiânia (-0,63%).

Entre os maiores valores registrados no país, destacam-se São Paulo, onde a cesta atingiu R$ 852,87, e Rio de Janeiro, com R$ 826,98. Já entre as mais baratas aparecem Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92).

Impacto no orçamento

Em Teresina, mesmo com valor inferior ao observado em capitais do Sudeste e do Sul, a cesta básica ainda representa parcela significativa do orçamento das famílias.

Após o desconto de 7,5% da contribuição previdenciária, o trabalhador que recebe salário mínimo precisou destinar 43,26% da renda líquida mensal apenas para comprar alimentos básicos. No mês anterior, o comprometimento havia sido de 42,80%.

O aumento do preço de produtos tradicionais da mesa brasileira, como feijão, carne e café, contribuiu para pressionar o custo da alimentação no início do ano.

Fonte: Dieese

Comente

Pequisar