Governo zera tributos e cria subsídio para conter alta do diesel

Medidas anunciadas por Luiz Inácio Lula da Silva buscam neutralizar impacto da alta do petróleo causada pela guerra no Irã

Por Redação Portal AZ,

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) um decreto que zera as alíquotas de PIS e Cofins sobre a importação e comercialização do diesel e editou uma medida provisória que cria um subsídio ao combustível. A iniciativa busca conter o impacto da alta internacional do petróleo provocada pela guerra no Irã e evitar reflexos no custo do transporte e dos alimentos no Brasil.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilLula anuncia medidas para conter impacto da alta do petróleo no preço do diesel.

As medidas foram anunciadas no Palácio do Planalto, em Brasília, e têm caráter temporário. Segundo o governo federal, a decisão foi tomada após a elevação dos preços do barril no mercado global, movimento associado ao conflito no Irã, que levou países a recorrerem a estoques estratégicos de petróleo.

Durante coletiva de imprensa, Lula afirmou que o objetivo é impedir que o encarecimento do combustível atinja diretamente motoristas e caminhoneiros, segmento considerado central para a logística de abastecimento do país.

De acordo com estimativas do Ministério da Fazenda, a redução tributária deve diminuir o preço do diesel em cerca de R$ 0,32 por litro nas refinarias. Já a subvenção destinada a produtores e importadores pode gerar impacto adicional de R$ 0,32 por litro, o que levaria a uma redução potencial total de R$ 0,64 por litro.

O subsídio será condicionado à comprovação de que o benefício foi efetivamente repassado ao consumidor final. O governo também estuda instituir um imposto sobre a exportação de petróleo como forma de financiar a compensação concedida ao diesel.

Além das medidas fiscais, o Executivo anunciou mecanismos de fiscalização para evitar aumentos considerados abusivos nos preços dos combustíveis. A definição de práticas irregulares ficará a cargo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que deverá estabelecer critérios objetivos em resolução específica.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o monitoramento incluirá situações como armazenamento injustificado de combustíveis e reajustes desproporcionais. Segundo ele, a iniciativa busca reduzir movimentos especulativos no mercado.

Haddad acrescentou que as medidas anunciadas não alteram a política de preços da Petrobras, que continuará sendo definida pela própria empresa conforme as condições de mercado.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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