EUA criticam Pix, redes sociais e tarifas em relatório sobre o Brasil

Documento do USTR aponta barreiras comerciais e cita risco de medidas contra produtos brasileiros

Por Redação Portal AZ,

Os Estados Unidos ampliaram críticas à política econômica brasileira em relatório do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que classifica o Pix, propostas de regulação de redes sociais e a chamada “taxa das blusinhas” como entraves ao comércio bilateral.

Foto: Alex Wong/Getty ImagesRelatório dos EUA amplia críticas a políticas comerciais do Brasil
Relatório dos EUA amplia críticas a políticas comerciais do Brasil

O documento dedica oito páginas ao Brasil e reúne uma série de queixas sobre medidas consideradas restritivas aos interesses americanos. Entre os pontos citados estão o sistema de pagamentos instantâneos Pix, operado pelo Banco Central do Brasil, e projetos de lei que tratam da regulação de plataformas digitais.

Segundo o relatório, há preocupação de que o modelo brasileiro favoreça o Pix em detrimento de empresas estrangeiras de pagamentos eletrônicos. O texto também menciona propostas legislativas que ampliam a atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, com regras específicas para grandes empresas de tecnologia.

Entre elas está o projeto que cria a categoria de agentes com “relevância sistêmica” em mercados digitais, sujeitos a obrigações prévias e possíveis sanções. Para o governo americano, há risco de impacto desproporcional sobre companhias dos EUA.

O relatório ainda retoma críticas recorrentes, como a demora no registro de patentes, restrições sanitárias para produtos agrícolas, cotas para produções audiovisuais e tarifas de importação consideradas elevadas.

No caso das compras internacionais, o documento menciona a cobrança de 60% sobre encomendas no regime simplificado, além de limites de valor para operações, apontados como barreiras adicionais.

As observações integram a investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial americana, que pode resultar na imposição de tarifas específicas contra produtos brasileiros nos próximos meses.

O governo americano também avalia que as alíquotas médias praticadas pelo Brasil — de 12,5% para bens industriais e 9% para agrícolas — estão acima do esperado para diversos setores, como automóveis, eletrônicos e máquinas, o que, segundo o relatório, amplia a incerteza para exportadores.

Fonte: CNN Brasil

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