Banco Mundial reduz expectativa de crescimento do Brasil em 2026
Projeção cai para 1,6% com impacto de juros altos e alta do petróleo
O Banco Mundial reduziu a projeção de crescimento da economia brasileira em 2026 para 1,6%. A estimativa, divulgada nesta quarta-feira (8), aponta desaceleração diante de fatores internos e externos que pressionam a atividade econômica.
A nova previsão representa queda em relação aos 2% projetados anteriormente, em janeiro, e consta no relatório Panorama Econômico da América Latina e Caribe, apresentado em Washington.
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Segundo o economista-chefe da instituição para a região, William Maloney, a revisão é influenciada pelo aumento do preço do petróleo no mercado internacional e pelo cenário doméstico, marcado por juros elevados e alto nível de endividamento das famílias.
De acordo com ele, o custo do crédito tem reduzido a confiança dos consumidores e limitado o consumo, fator central para o crescimento econômico. O tema também está no radar do governo, que avalia medidas para aliviar dívidas, como o uso do FGTS.
A projeção do Banco Mundial se aproxima da estimativa do Banco Central do Brasil, mas fica abaixo das expectativas do mercado financeiro, captadas pelo boletim Focus, e da previsão do Ministério da Fazenda do Brasil.
Para a América Latina, a instituição também reduziu a expectativa de crescimento, de 2,3% para 2,1%, em meio aos efeitos da guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impacta diretamente o mercado de energia.
O relatório destaca que gargalos logísticos e tensões em rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, têm elevado os preços do petróleo e pressionado economias ao redor do mundo.
Apesar do cenário mais desafiador, o Brasil recebeu avaliações positivas em setores como a indústria aeronáutica, com destaque para a Embraer, e a agropecuária, impulsionada por inovação tecnológica liderada pela Embrapa.
Fonte: Com informações da Agência Brasil