Choque global mantém petróleo e gás caros por mais tempo, diz FMI

Conflito no Irã e danos à infraestrutura travam queda de preços

Por Redação Portal AZ,

O Fundo Monetário Internacional avalia que os preços de energia não devem recuar rapidamente, mesmo com eventual trégua na guerra no Irã, devido aos impactos persistentes sobre a oferta global.

Foto: Guito Moreto / Agência O GloboCarro é abastecido com combustível em posto de gasolina
Chefe do FMI alerta para impacto prolongado da guerra sobre preços globais

A diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, afirmou que a normalização do mercado deve levar tempo, diante de atrasos nas entregas e danos à infraestrutura energética. Segundo ela, a interrupção no fornecimento já provoca escassez e mantém a pressão sobre os preços, sobretudo nas regiões mais afetadas.

De acordo com a dirigente, cerca de 13% do petróleo e 20% do gás que circulariam globalmente estão fora do mercado há semanas, configurando um choque de oferta. Nesse cenário, a redução da disponibilidade, combinada com demanda estável, sustenta a tendência de alta nos preços.

O impacto, segundo Georgieva, é global, mas desigual. Países importadores de energia e economias mais vulneráveis tendem a sofrer mais intensamente, enquanto nações exportadoras, como os Estados Unidos, enfrentam efeitos mais moderados — ainda que com reflexos sobre a inflação.

A alta da energia também gera efeitos em cadeia sobre outros setores, como fertilizantes, transporte e alimentos, ampliando o custo de vida. Para a dirigente, esse movimento funciona como uma pressão adicional sobre a renda das famílias, especialmente as de menor poder aquisitivo.

Além da escalada de preços, o FMI alerta para danos estruturais. Instalações energéticas atingidas pela guerra podem levar anos para retomar a plena capacidade, o que prolonga o desequilíbrio entre oferta e demanda.

Diante desse cenário, a instituição projeta revisão para baixo no crescimento global em 2026. A magnitude do impacto, segundo Georgieva, dependerá da duração do conflito e da velocidade de recuperação da produção energética.

Fonte: CNN Brasil

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