Consumo cresce nos supermercados, mas preços seguem pressionados

Alta nas compras convive com encarecimento da cesta básica e alimentos essenciais

Por Redação Portal AZ,

O consumo nos supermercados brasileiros avançou 1,92% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado pelo desempenho de março, que concentrou aumento de renda e antecipação de compras para a Páscoa.

Foto: Valter Campanato/Agência BrasilConsumo em supermercados sobe 1,92% no trimestre
Consumo em supermercados sobe 1,92% no trimestre

Dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) indicam que, apenas em março, o consumo cresceu 6,21% em relação a fevereiro e 3,20% na comparação com o mesmo mês de 2025, já descontada a inflação medida pelo IPCA.

O resultado do mês foi influenciado pelo calendário — fevereiro teve menos dias — e pela preparação dos consumidores para a Páscoa, celebrada no início de abril. A entrada de recursos na economia também contribuiu para o avanço.

Entre os fatores de estímulo, a entidade destaca o pagamento do Bolsa Família, que alcançou 18,73 milhões de famílias, com repasses de R$ 12,77 bilhões, além da liberação de cerca de R$ 2,5 bilhões do PIS/Pasep.

Apesar do aumento no consumo, os preços seguiram pressionados. O indicador Abrasmercado, que acompanha o custo de uma cesta com 35 produtos, subiu 2,20% em março, elevando o valor médio para R$ 820,54.

Entre os itens básicos, o feijão liderou as altas no mês, com avanço de 15,40%, acumulando 28,11% no trimestre. O leite longa vida também registrou aumento relevante, de 11,74% em março. Produtos como tomate, cebola e batata tiveram elevações expressivas, refletindo efeitos sazonais e de oferta.

Por outro lado, itens como açúcar, café, óleo de soja e arroz apresentaram recuo nos preços, amenizando parcialmente o impacto no custo da cesta.

No recorte regional, o Nordeste registrou a maior alta mensal, de 2,49%, seguido por Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte.

Para o segundo trimestre, a expectativa do setor é de manutenção do consumo em patamar elevado, sustentado por novos estímulos à renda, como a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS e o pagamento das restituições do Imposto de Renda.

Ainda assim, a Abras alerta para riscos de pressão nos preços, especialmente em produtos sensíveis a custos logísticos e variações climáticas, em um cenário de encarecimento do transporte e instabilidade no mercado internacional.

Fonte: Com informações da Agência Brasil

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