Arrecadação federal bate recorde e soma R$ 229,2 bilhões em março

Alta de quase 5% reflete avanço do consumo, renda e mudanças tributárias

Por Dominic Ferreira,

A arrecadação de impostos e contribuições do governo federal atingiu R$ 229,2 bilhões em março de 2026, segundo dados divulgados pela Receita Federal, estabelecendo o maior valor já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa um crescimento real de 4,99% em relação ao mesmo período de 2025, já descontada a inflação.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilReceita Federal

No acumulado do primeiro trimestre, o desempenho também foi recorde, com arrecadação total de R$ 777,12 bilhões, o que representa alta real de 4,6% na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. O resultado indica um cenário de expansão econômica moderada, com impacto direto na elevação da base tributária e no aumento da arrecadação em diferentes frentes.

Entre os principais fatores que explicam o crescimento estão o avanço da arrecadação previdenciária, impulsionada pelo aumento do emprego formal e da massa salarial, além do bom desempenho de tributos ligados ao consumo, como PIS e Cofins. Também contribuíram para o resultado a alta do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e o crescimento expressivo do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que arrecadou R$ 8,3 bilhões no mês, com alta superior a 50%.

O desempenho da arrecadação tem papel estratégico nas contas públicas, contribuindo para a meta fiscal do governo, que prevê superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026. Além disso, novas medidas, como a tributação de dividendos acima de R$ 50 mil, já começam a gerar impacto, ainda que tímido, nas receitas. A continuidade desse cenário dependerá da evolução da atividade econômica, do mercado de trabalho e da manutenção das políticas fiscais adotadas.

Fonte: Agência Brasil

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