Desemprego vai a 6,1%, mas registra mínima histórica para o período

Alta no trimestre reflete sazonalidade; renda e emprego crescem em um ano

Por Redação Portal AZ,

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre até março, mas ainda representa o menor nível já registrado para esse período desde o início da série histórica.

Foto: Jonathan LinsDesemprego sobe no início do ano, mas segue em nível historicamente baixo
Desemprego sobe no início do ano, mas segue em nível historicamente baixo

Os dados são da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que apontou aumento no número de desocupados no curto prazo, totalizando 6,6 milhões de pessoas — alta de 19,6% em relação ao trimestre anterior.

Apesar disso, na comparação com o mesmo período de 2025, houve queda de 13%, o que indica melhora no mercado de trabalho em um horizonte mais amplo.

O total de pessoas ocupadas chegou a 102 milhões, com recuo de 1% no trimestre, mas crescimento de 1,5% em relação ao ano anterior. O nível de ocupação ficou em 58,2%, também com leve queda no curto prazo e avanço na base anual.

Segundo o IBGE, o movimento é influenciado por fatores sazonais típicos do início do ano, como o fim de contratos temporários no comércio e ajustes no setor público, especialmente na educação.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,3%, com aumento frente ao trimestre anterior, mas queda na comparação anual. Ao todo, 16,3 milhões de pessoas estavam nessa condição.

Já a informalidade atingiu 37,3% da população ocupada, equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores, mantendo trajetória de recuo tanto no trimestre quanto em um ano.

Os rendimentos seguiram em alta. O salário médio chegou a R$ 3.722, com crescimento de 1,6% no trimestre e de 5,5% em relação ao ano passado, atingindo o maior nível da série. A massa de renda também bateu recorde, somando R$ 374,8 bilhões.

Analistas apontam que o mercado de trabalho segue resiliente, mas com sinais de desaceleração gradual, combinando aumento recente do desemprego com avanço consistente da renda.

Fonte: CNN Brasil

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