Envelhecimento pressiona Previdência e saúde, diz governo

Projeção indica alta de gastos e déficit maior do INSS nas próximas décadas

Por Redação Portal AZ,

O envelhecimento da população brasileira deve ampliar a pressão sobre a Previdência e o sistema de saúde, segundo projeções do governo federal incluídas no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027.

Foto: Marco Favero/ Agencia RBSAumento da população idosa deve elevar pressão sobre gastos públicos
Aumento da população idosa deve elevar pressão sobre gastos públicos

De acordo com as estimativas, a mudança no perfil demográfico — com aumento da população idosa e redução do número de jovens — tende a elevar despesas públicas e alterar a demanda por serviços essenciais nas próximas décadas.

No caso da Previdência, o impacto é considerado mais significativo. A projeção indica que o déficit do INSS pode quadruplicar até 2100, impulsionado pela redução da proporção de trabalhadores ativos em relação ao número de aposentados. O modelo atual, baseado na repartição, depende das contribuições da população economicamente ativa para financiar benefícios.

Para 2026, a previsão é de um déficit de 2,49% do PIB. Ao longo do século, esse percentual pode ultrapassar 10%, segundo os dados apresentados.

Na área da saúde, a tendência também é de aumento de gastos. A estimativa do governo aponta necessidade adicional de cerca de R$ 121 bilhões até 2036, considerando que a população mais velha demanda mais atendimentos e procedimentos.

Por outro lado, a educação deve registrar redução de despesas ao longo do tempo. A queda no número de jovens pode resultar em economia estimada de R$ 30,2 bilhões, de acordo com o documento.

O governo avalia que a transformação demográfica exigirá ajustes nas políticas públicas, especialmente na Previdência. Entre especialistas e integrantes da equipe econômica, há a leitura de que o tema deverá voltar ao debate nos próximos anos.

O Sistema Único de Saúde (SUS), que já enfrenta desafios de financiamento e acesso, tende a concentrar parte dessa pressão. Já o financiamento de saúde e educação segue vinculado à arrecadação, conforme regras fiscais vigentes.

Fonte: Com informações do G1

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