Desenrola 2.0 retira nome sujo por dívidas de até R$ 100

Medida não perdoa débitos; programa permite uso do FGTS para negociação

Por Redação Portal AZ,

O governo federal lançou o “Desenrola 2.0”, que prevê a retirada da negativação de dívidas de até R$ 100, sem extinguir o débito, em iniciativa voltada à redução da inadimplência no país.

Foto: Reprodução/InternetPrograma busca reduzir inadimplência e facilitar renegociação de dívidas
Programa busca reduzir inadimplência e facilitar renegociação de dívidas

A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e deve ser publicada em edição extra do Diário Oficial da União. A proposta determina que instituições financeiras retirem restrições de crédito de devedores nessa faixa, embora as dívidas continuem válidas.

Além da desnegativação, o programa estabelece contrapartidas para os bancos, como destinar 1% do valor renegociado à educação financeira e restringir o uso de crédito para apostas online.

O pacote também prevê a liberação de recursos do FGTS para quitação de dívidas. Trabalhadores poderão utilizar até 20% do saldo disponível, com limite mínimo de R$ 1 mil, e os valores serão transferidos diretamente aos credores. A estimativa do governo é liberar até R$ 8,2 bilhões.

O público-alvo inclui pessoas com renda de até cinco salários mínimos. O programa abrange dívidas como cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal e financiamento estudantil (Fies), com juros limitados a 1,99% ao mês e descontos que podem variar de 30% a 90%.

Segundo o Ministério da Fazenda, o programa foi estruturado em quatro frentes — famílias, estudantes, empresas e produtores rurais — com foco na ampliação do acesso ao crédito e na regularização financeira.

Para viabilizar as renegociações, o governo pretende utilizar recursos públicos como garantia às instituições financeiras, além de valores esquecidos em contas bancárias.

O lançamento ocorre em um cenário de elevado endividamento das famílias e em meio a esforços do governo para implementar medidas de impacto direto na renda e no consumo.

Fonte: Com informações do G1

Comente

Pequisar