Governo promete R$ 130 bi em energia e endurece regras para empresas
Distribuidoras terão de melhorar serviço para renovar concessões até 2060
O governo federal anunciou um plano de R$ 130 bilhões em investimentos no setor elétrico em troca da renovação antecipada de contratos de distribuidoras de energia por mais 30 anos. A proposta prevê regras mais duras para as empresas, com metas de qualidade, modernização das redes e punições em casos de falhas no fornecimento.
O pacote será oficializado nesta sexta-feira (8) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Ao todo, 16 distribuidoras em 13 estados serão contempladas, alcançando cerca de 41,8 milhões de residências.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Na prática, as empresas terão de investir em expansão da rede elétrica, troca de equipamentos antigos, novas subestações e sistemas digitais para reduzir apagões e acelerar o restabelecimento da energia em situações de emergência climática.
Os contratos também exigem melhorias no atendimento aos consumidores, reforço da rede em áreas rurais e mais controle sobre o compartilhamento de postes com empresas de telecomunicações.
Entre as concessionárias incluídas estão distribuidoras dos grupos CPFL Energia, Equatorial Energia, Neoenergia, Energisa, EDP Brasil e Light. Os maiores investimentos previstos estão em São Paulo, Bahia e Pará.
Ficaram de fora, por enquanto, as distribuidoras da Enel Brasil em São Paulo, Rio de Janeiro e Ceará. A empresa enfrenta pressão após sucessivos problemas no fornecimento de energia, especialmente na capital paulista, e pode perder a concessão em análise feita pela Agência Nacional de Energia Elétrica.
Segundo o governo, a intenção é usar a renovação dos contratos como forma de obrigar as distribuidoras a ampliar investimentos e melhorar a qualidade do serviço prestado à população.
Fonte: SBT News