Real lidera valorização frente ao dólar entre moedas globais

Moeda brasileira acumula alta de 12,3% em 2026 impulsionada por juros

Por Redação Portal AZ,

O real foi a moeda que mais se valorizou frente ao dólar em 2026 entre 28 divisas analisadas pela Elos Ayta Consultoria. Até a última sexta-feira (8), a moeda brasileira acumulava ganho de 12,3% em relação à divisa norte-americana, em meio ao diferencial de juros e ao cenário internacional favorável às commodities.

Foto: Agência BrasilReal - moeda brasileira
Real registra maior valorização frente ao dólar entre moedas analisadas.

Na sexta-feira, o dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 4,894, em queda de 0,59%, fechando abaixo de R$ 4,90 pela primeira vez desde janeiro de 2024.

O levantamento aponta que o desempenho do real superou moedas de países como Israel, cuja divisa avançou 10% no ano, e Noruega, com valorização de 9,67%. Na outra ponta, moedas de economias como Turquia, Índia e Indonésia registraram perdas frente ao dólar.

O estudo também mostra recuo do índice DXY, indicador que mede o desempenho da moeda norte-americana diante de uma cesta de moedas fortes. Em 2026, o índice acumula queda de 0,43%.

Para a estrategista-chefe da Nomad, Paula Zogbi, um dos principais fatores por trás da valorização do real é o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.

Segundo ela, o cenário favorece operações conhecidas como “carry trade”, estratégia em que investidores buscam ganhos explorando diferenças nas taxas de juros entre países.

A especialista também avalia que o Brasil vem sendo beneficiado pelo desempenho das commodities no mercado internacional, especialmente diante das tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

“O Brasil é exportador de commodities, setor favorecido pela alta dos preços, e não está diretamente envolvido nos conflitos”, afirmou.

Apesar do cenário positivo, analistas alertam para fatores que podem aumentar a volatilidade do câmbio nos próximos meses. Entre eles estão o avanço do calendário eleitoral brasileiro e as discussões sobre gastos públicos.

A temporada de balanços corporativos abaixo das expectativas também pode reduzir a entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro, afetando o desempenho da moeda ao longo do segundo semestre.

Fonte: SBT News

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