Alta de alimentos e remédios mantém inflação pressionada
Leite, carnes e medicamentos puxaram avanço dos preços, apesar da desaceleração do IPCA
A inflação perdeu ritmo em abril, mas os preços dos alimentos e dos medicamentos continuaram pesando no bolso dos brasileiros. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,67% no mês, abaixo dos 0,88% registrados em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mesmo com a desaceleração, produtos básicos da alimentação tiveram forte alta. O leite longa vida subiu 13,66%, a cenoura avançou 26,63%, enquanto cebola, tomate e carnes também ficaram mais caros. No acumulado do mês, o grupo de alimentação e bebidas teve aumento de 1,34%, sendo o principal responsável pela pressão sobre a inflação.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
De acordo com o IBGE, a redução da oferta de alguns alimentos e o aumento dos custos de produção explicam parte da alta. O período de seca afetou a produção de leite, exigindo mais gastos com ração animal. O preço dos combustíveis e do frete também influenciou o valor final dos produtos nos supermercados.
Os medicamentos foram outro fator de impacto no orçamento das famílias. O grupo saúde e cuidados pessoais subiu 1,16% em abril, impulsionado principalmente pelo reajuste autorizado para remédios no início do mês. Os produtos farmacêuticos tiveram alta de 1,77%.
A gasolina também continuou mais cara, embora em ritmo menor do que em março. Ainda assim, a queda no preço das passagens aéreas ajudou a conter uma inflação maior no grupo dos transportes.
Com o resultado de abril, a inflação acumula alta de 4,39% nos últimos 12 meses. O índice segue acima da meta do Banco Central, que tenta controlar a subida dos preços enquanto avalia os próximos passos da taxa de juros.
Economistas avaliam que a persistência da alta nos alimentos e serviços ainda dificulta cortes mais acelerados na Selic, atualmente em 14,50% ao ano.
Fonte: CNN Brasil