Salário e estabilidade seguem como prioridades dos brasileiros, aponta CNI
Pesquisa revela preferência por emprego formal e aponta incertezas sobre o futuro profissional
Salário, estabilidade no emprego e oportunidades de crescimento continuam sendo os principais fatores considerados pelos brasileiros na hora de planejar a carreira. É o que mostra a 69ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: Futuro Profissional, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento indica que, apesar das mudanças no mercado de trabalho e do avanço de modelos mais flexíveis, os trabalhadores ainda valorizam características tradicionalmente associadas ao emprego formal.
De acordo com a pesquisa, 28,7% dos entrevistados apontaram o salário como principal diferencial da ocupação desejada para os próximos cinco anos. A estabilidade aparece em seguida, com 22,4%, enquanto 20,1% destacaram as possibilidades de crescimento na carreira. Aspectos como flexibilidade de horário, home office e redução da jornada tiveram índices inferiores, reforçando a preferência por vínculos mais estáveis.
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O estudo também identificou os principais obstáculos enfrentados pelos trabalhadores brasileiros. Para 22% dos participantes, a escassez de vagas com boas condições é a maior dificuldade. A falta de experiência prática, a ausência de cursos de formação compatíveis com as exigências do mercado e a necessidade de cuidar de familiares também aparecem entre os desafios mais citados. Além disso, 43% dos entrevistados afirmaram não saber em qual profissão se imaginam atuando daqui a cinco anos, refletindo um cenário de incerteza diante das transformações tecnológicas.
A pesquisa ainda mostrou que o emprego com carteira assinada continua sendo a modalidade mais desejada pelos brasileiros. Entre aqueles que procuraram trabalho recentemente, 36,3% consideraram as vagas regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) como as mais atrativas. Segundo a CNI, a busca por segurança e previsibilidade segue sendo determinante nas escolhas profissionais, mesmo em um contexto de expansão do trabalho remoto e das plataformas digitais.
Fonte: Correio Braziliense