Pediatras são orientados a evitar exposição de crianças online

SBP alerta para riscos de fotos infantis em redes e IA

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu novas diretrizes nesta quarta-feira (19) para pediatras, destacando a importância de proteger a privacidade de crianças e adolescentes na era digital. O foco principal é evitar o compartilhamento de imagens e informações que possam identificar pacientes nas redes sociais e plataformas de inteligência artificial.

Essas recomendações surgem com a implementação do Estatuto da Criança e do Adolescente Digital, também conhecido como ECA Digital. A SBP alerta sobre os riscos associados à exposição online, como danos à imagem, à dignidade e ao desenvolvimento dos jovens, amplificados pela rápida disseminação das informações na internet.

O documento categoriza práticas em quatro grupos: recomendadas, permitidas, desaconselhadas e inadequadas. Entre as ações incentivadas estão o uso de imagens de bancos autorizados e a divulgação científica baseada em evidências. Já práticas como publicar fotos de pacientes pediátricos em redes sociais ou compartilhar imagens clínicas via aplicativos pessoais são vistas como inadequadas.

Sobre o uso de inteligência artificial, a orientação é ainda mais restritiva. O envio de imagens para plataformas abertas é considerado altamente arriscado do ponto de vista ético.

Recomendações principais

  • Divulgação educativa baseada em evidências científicas: Recomendada
  • Repostagem de campanhas oficiais: Recomendado
  • Discussão científica sem identificação: Permitido com cautela
  • Imagens ilustrativas autorizadas: Recomendado
  • Publicação sensacionalista ou alarmista: Inadequado

Evelyn Eisenstein, coordenadora do Grupo de Trabalho de Saúde Digital da SBP, ressalta que crianças têm capacidade limitada para entender o impacto da exposição digital. Ela enfatiza que cabe aos adultos garantir uma proteção ampliada desses jovens no ambiente virtual.

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