Prisão de ex-presidente do BRB é mantida e defesa avalia delação
Decisão do STF reforça investigação do Caso Master
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para manter a prisão preventiva do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, no âmbito das investigações do chamado Caso Master. A decisão foi tomada em julgamento no plenário virtual e confirma a medida determinada anteriormente pelo relator, ministro André Mendonça.
Até o momento, os ministros Luiz Fux e Kássio Nunes Marques acompanharam o relator, consolidando maioria para a manutenção da prisão. O julgamento ocorre em meio às investigações da Operação Compliance Zero, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e negociações com o BRB.
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De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que o ex-dirigente teria recebido vantagens indevidas, incluindo imóveis de alto padrão avaliados em dezenas de milhões de reais, como parte de um esquema que buscava viabilizar operações financeiras irregulares entre as instituições. As apurações também apontam a existência de estruturas complexas para ocultar a origem dos recursos e dar aparência de legalidade às transações.
Mesmo com a prisão mantida, a defesa de Paulo Henrique Costa já sinalizou que pretende avançar em negociações para um possível acordo de delação premiada. A estratégia pode influenciar os rumos das investigações, que envolvem suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e manipulação de ativos financeiros, ampliando o alcance do caso e a responsabilização de outros envolvidos.
Fonte: Correio Braziliense