Publicitário relata à PF plano digital ligado ao caso Banco Master
Depoimento aponta uso de influenciadores em ações contra decisão do BC
O empresário Thiago Miranda prestou depoimento à Polícia Federal nesta terça-feira (12), em Brasília, e confirmou a existência de uma estratégia envolvendo influenciadores digitais no contexto do caso Banco Master. Segundo informações divulgadas pela investigação, a estrutura teria sido articulada a pedido do empresário Daniel Vorcaro para contestar publicamente a liquidação da instituição financeira determinada pelo Banco Central do Brasil.
De acordo com o depoimento, Thiago Miranda afirmou que foi procurado para contratar influenciadores com grande alcance nas redes sociais a fim de repercutir conteúdos favoráveis ao banco e questionar a decisão das autoridades monetárias. Entre as ações mencionadas estaria a divulgação de reportagens relacionadas ao posicionamento do Tribunal de Contas da União sobre o caso. O esquema teria sido chamado internamente de “Projeto DV”, conforme revelado inicialmente por veículos da imprensa nacional.
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As investigações também apontam que um dos principais alvos das publicações seria Renato Gomes, apontado como um dos responsáveis pela condução da liquidação do banco. Segundo o relato prestado à PF, Thiago Miranda manteve contato frequente com Daniel Vorcaro após sua saída da prisão, ocorrida depois da Operação Compliance Zero. O empresário afirmou ainda que seu papel consistia na intermediação de contratos e no repasse de conteúdos aos influenciadores envolvidos.
Entre os nomes citados no depoimento estão os influenciadores Marcelo Rennó, Paulo Cardoso, além de páginas de entretenimento e perfis de notícias nas redes sociais. Thiago Miranda declarou que os contratos firmados não previam ataques diretos a instituições públicas, mas sim a divulgação de conteúdos relacionados à defesa do Banco Master. O caso segue sob investigação da Polícia Federal e pode ampliar o alcance das apurações envolvendo comunicação digital e influência nas redes sociais.
Fonte: Correio Braziliense