Kassio Nunes assume presidência do TSE e defende urnas eletrônicas em discurso

Ministro foi indicado por Jair Bolsonaro em 2020. Kassio comandará as eleições presidenciais deste ano

Por Rayfran Junior,

O ministro Kassio Nunes Marques tomou posse, nesta terça-feira (12), como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral e afirmou, durante discurso em Brasília, que as urnas eletrônicas representam um “patrimônio institucional da democracia brasileira”. O ministro André Mendonça assumiu a vice-presidência da Corte.

Foto: Luiz Roberto/TSEA sessão solene de posse do ministro Nunes Marques na Presidência do TSE
A sessão solene de posse do ministro Nunes Marques na Presidência do TSE

Na cerimônia, realizada na sede do tribunal, Nunes Marques destacou que o sistema eleitoral brasileiro é “o mais avançado do mundo” e defendeu a confiança da população no processo de votação eletrônica, mesmo diante de divergências políticas sobre os resultados das eleições.

“Cabe à Justiça Eleitoral preservar, aperfeiçoar e fortalecer continuamente a confiança pública em torno do sistema eletrônico de votação”, declarou o ministro.

O novo presidente do TSE também apontou a inteligência artificial como um dos principais desafios das eleições deste ano. Segundo ele, o avanço das tecnologias digitais exige maior atenção da Justiça Eleitoral no combate à desinformação e à manipulação de conteúdos durante o período eleitoral.

Durante o discurso, Kassio afirmou ainda que a democracia possui mecanismos permanentes de revisão e reconstrução institucional. “Governos erram. Povos erram. Parlamentos erram. Tribunais erram. Mas, nas democracias, existe a possibilidade de revisão, de alternância, crítica e reconstrução institucional”, disse.

Ao encerrar a fala, o ministro afirmou que pretende conduzir as eleições dentro da normalidade democrática e reforçou o compromisso com a confiança no voto popular.

Esta será a primeira vez que ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro comandarão o TSE durante uma eleição presidencial. Kassio Nunes e André Mendonça serão responsáveis pela condução do pleito de 2026.

Nos últimos anos, o sistema eleitoral brasileiro esteve no centro de debates políticos, especialmente após ataques e questionamentos às urnas eletrônicas feitos por Bolsonaro e aliados. O ex-presidente chegou a ficar inelegível por decisões da Justiça Eleitoral relacionadas às declarações sobre o sistema de votação.

Fonte: Portal AZ

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