PL tenta afastar Cláudio Castro de palanque após operação da PF
Aliados de Flávio Bolsonaro avaliam desgaste político após avanço das investigações
Integrantes da cúpula do Partido Liberal avaliam que o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro deve se afastar das articulações eleitorais após a operação da Polícia Federal que o colocou no centro de uma investigação sobre supostas fraudes fiscais e lavagem de dinheiro envolvendo o grupo Refit.
Segundo aliados do senador Flávio Bolsonaro, a permanência de Castro no cenário político pode ampliar o desgaste da direita fluminense às vésperas da disputa eleitoral.
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A avaliação dentro do partido é de que o ex-governador passou a representar um risco para a estratégia eleitoral do PL no estado, especialmente após a deflagração da Operação Sem Refino, autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes.
A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, fraude fiscal, evasão de divisas e ocultação patrimonial envolvendo empresas do setor de combustíveis ligadas ao empresário Ricardo Magro e ao grupo Refit.
Nos bastidores, integrantes da legenda afirmam que Castro já acumulava desgaste político devido a outras apurações, entre elas suspeitas relacionadas ao RioPrevidência e investimentos em ativos do Banco Master considerados de alto risco.
A suspeita investigada é de que recursos do fundo previdenciário estadual teriam sido direcionados a operações financeiras ligadas ao banco mesmo após alertas do mercado e monitoramento do Banco Central do Brasil.
Aliados do PL defendem que o ex-governador recue da tentativa de disputar uma vaga no Senado para evitar impacto negativo sobre a campanha bolsonarista no Rio.
A situação política de Castro já havia sido abalada após decisão do Tribunal Superior Eleitoral que o tornou inelegível por oito anos em julgamento sobre abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Interlocutores do partido afirmam que há um movimento interno para impedir que o desgaste das investigações seja transferido ao grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Fonte: CNN Brasil