Governo admite que Piauí terá déficit nas contas públicas até 2029
Pelas projeções da Seplan, o estado só deve ter contas no azul a partir de 2029
Mandato deficitário
O governador Rafael Fonteles (PT) fechou seu terceiro ano de mandato (2025) com um resultado primário negativo de R$ 1,25 bilhão ou o equivalente a 7,32% da receita corrente liquida, ou seja, o governo arrecadou R$ 18,8 bilhões mais suas despesas somaram R$ 20,06 bilhões.
Os dados estão no projeto de lei de diretrizes orçamentárias que chegou na semana passada na Assembleia Legislativa.
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Para este ano de 2026, quando Rafael fecha seu mandato de quatro anos no Palácio de Karnak, o projeto da LDO não faz qualquer menção. Porém, se depreende que deve seguir o padrão de receita maior que a despesa, ou seja, vai-se ficar no déficit.
Mais ainda porque a Secretaria de Planejamento menciona expansão da economia em 1.8%, conforme projeção do Banco Central, abaixo do crescimento do PIB no ano passado, de 2,3%.
Futuro deficitário
O rombo nas contas públicas do estado do Piauí dá sinais de melhora num horizonte de menos de três anos.
Para 2027, primeiro ano de mandato do governador a ser eleito em outubro próximo, a projeção é de um resultado primário negativo de 7,42% da Receita Corrente Líquida, o que considerando a inflação deverá superior aos R$ 1,25 bilhão de 2025 – algo próximo de R$ 1,6 bilhão.
Pelas projeções da Seplan, o estado só deve ter contas no azul a partir de 2029, porque projeta uma despesa primária de 108,78% da receita corrente líquida em 2027, variando para 103,86% em 2028; para 92,8% em 2029 e para 86,42% em 2030.
Embora não tenha estimado as despesas e receitas para o próximo ano, o projeto da LDO avançou rumo as contas dos anos seguintes. Em 2020, por exemplo, prevê gastos com servidores na ordem de R$ 10,965 bilhões.
A dívida do Piauí vai custar, daqui a dois anos, conforme projeção da Seplan, a bagatela de R$ 1,605 bilhão – o que em dez anos representará um desembolso superior a R$ 18 bilhões.
Fonte: Portal AZ