Câmara de Pio IX abre processo que pode cassar mandato de prefeito investigado
Prefeito é investigado por exploração sexual de adolescentes
A Câmara Municipal de Pio IX aprovou, na noite desta segunda-feira (8), a abertura de um processo de investigação contra o prefeito Silas Noronha (PSD), investigado por suspeita de exploração sexual de adolescentes. A medida pode resultar na cassação do mandato do gestor.
A denúncia foi apresentada pelo ex-secretário municipal de Agricultura, Márcio Tércio, que deixou o cargo em maio após afirmar ter tomado conhecimento de que uma pessoa de sua família teria sido vítima do prefeito.
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Com o recebimento da denúncia, os vereadores instalaram uma comissão processante responsável por conduzir os trabalhos e analisar o caso. O colegiado será composto pelos vereadores Gabriel Noronha Canuto, Antonio Pedro de Alencar e Carlito Pedro de Alencar.
Agora, Silas Noronha deverá ser formalmente notificado e terá prazo de dez dias para apresentar defesa prévia, além de indicar provas e testemunhas que considere necessárias para sua defesa.
De acordo com informações apuradas pela TV Clube, seis vereadores votaram favoravelmente à abertura do processo. Três parlamentares se abstiveram e outros dois não participaram da sessão.
Prefeito chegou a ser preso e retornou ao cargo
Silas Noronha foi preso pela Polícia Civil do Piauí no dia 10 de abril durante as investigações sobre o caso. Menos de um mês depois, em 5 de maio, ele obteve liberdade por decisão judicial.
Posteriormente, a Justiça autorizou seu retorno ao cargo de prefeito, revogando o afastamento cautelar de 90 dias que havia sido determinado no curso das investigações.
O sobrinho do prefeito, Samuel Noronha, também foi preso na mesma operação por suspeita de envolvimento no caso, mas igualmente foi colocado em liberdade.
Investigação teve origem em denúncias de ex-funcionário
As investigações começaram após denúncias feitas pelo ex-funcionário da Prefeitura de Pio IX, Liedson Lopes. Em vídeos divulgados nas redes sociais, ele afirmou ter recebido dinheiro para aliciar adolescentes e organizar encontros que envolveriam o prefeito.
Os relatos deram origem a um inquérito conduzido pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), que passou a apurar as denúncias.
Apesar de ter retornado ao cargo, Silas Noronha segue submetido a medidas cautelares determinadas pela Justiça, entre elas a proibição de manter contato com testemunhas ligadas à investigação.
A comissão processante deverá analisar as provas reunidas e elaborar um parecer que poderá resultar no arquivamento da denúncia ou no prosseguimento do processo de cassação do mandato do prefeito.
Fonte: Portal AZ