Votos do exterior podem definir eleição presidencial no Peru
Candidatos mantêm equilíbrio após apuração de mais de 95% das urnas.
A eleição presidencial do Peru segue em clima de grande expectativa após a divulgação de novos resultados da apuração. Com mais de 95% das urnas contabilizadas, o candidato de esquerda Roberto Sánchez mantém uma vantagem estreita sobre a candidata de direita Keiko Fujimori, em uma das disputas mais equilibradas da história recente do país.
Segundo dados do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Sánchez aparece com 50,084% dos votos válidos, enquanto Fujimori soma 49,916%. A diferença é inferior a 30 mil votos, o que mantém a definição do pleito em aberto.
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O cenário permanece indefinido devido à pendência da contagem dos votos registrados no exterior e da análise de atas eleitorais que apresentam questionamentos ou observações. O Ministério das Relações Exteriores do Peru informou que a chegada ao país das atas provenientes de 73 nações deverá ser concluída nos próximos dias.
A expectativa é que os votos dos peruanos residentes no exterior favoreçam Keiko Fujimori, enquanto as áreas rurais, onde a apuração costuma ocorrer mais lentamente, tendem a beneficiar Roberto Sánchez. Esse equilíbrio entre diferentes regiões do país tem contribuído para a disputa voto a voto.
Diante da proximidade dos números, ambos os candidatos adotaram tom cauteloso. Sánchez afirmou estar confiante, mas ressaltou a necessidade de aguardar a conclusão da contagem oficial. Já Fujimori pediu serenidade aos eleitores e declarou que respeitará o resultado final das urnas.
O líder da coligação de esquerda também fez um apelo para que todas as forças políticas aceitem o desfecho da eleição, destacando a importância da estabilidade institucional em um país que enfrentou forte turbulência política nos últimos anos.
As projeções divulgadas por institutos de pesquisa após o encerramento da votação já indicavam um empate técnico entre os candidatos. Os levantamentos apontavam uma vantagem mínima para Sánchez, cenário que vem sendo confirmado pela apuração oficial.
Mais de 27 milhões de peruanos foram convocados para escolher o presidente que governará o país entre 2026 e 2031. O vencedor assumirá o cargo em um contexto marcado por desafios na segurança pública, tema que dominou a campanha eleitoral, além da necessidade de construir alianças políticas em um Congresso fragmentado.
Nem Sánchez nem Fujimori contam com maioria parlamentar, o que exigirá negociações para garantir governabilidade a partir da posse presidencial, prevista para 28 de julho.
Fonte: DW