Estreito de Ormuz retoma tráfego após acordo entre EUA e Irã
Passagem estratégica volta a operar em meio a negociações diplomáticas.
O estreito de Ormuz voltou a registrar a passagem de navios após o anúncio de um acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito que se arrasta há meses. A informação foi confirmada por autoridades dos dois países, enquanto permanecem indefinidos os detalhes sobre a futura administração da rota marítima.
Considerado um dos principais corredores energéticos do mundo, o estreito é responsável pelo trânsito de cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito. O bloqueio da passagem durante a guerra provocou impactos nos mercados internacionais e elevou as preocupações com o abastecimento de energia.
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o estreito deverá estar totalmente aberto até sexta-feira, data prevista para a assinatura formal do acordo na Suíça. Segundo ele, embarcações carregadas com petróleo já começaram a deixar a região.
Veículos de comunicação iranianos também relataram a travessia de petroleiros e cargueiros pela área que esteve sob restrições nas últimas semanas.
Apesar da retomada gradual do tráfego, ainda não há definição sobre como será o modelo de gestão da passagem. Informações divulgadas por agências iranianas apontam que o acordo poderá prever uma administração conjunta entre Irã e Omã, país que divide o controle geográfico do estreito.
Outro ponto em discussão envolve a cobrança de taxas sobre embarcações. Autoridades iranianas afirmam que pretendem cobrar tarifas relacionadas a serviços marítimos, enquanto Omã reforça que não podem ser aplicadas cobranças pela simples utilização da rota internacional.
O entendimento entre Washington e Teerã também prevê negociações sobre o programa nuclear iraniano, liberação de ativos financeiros congelados e mecanismos de fiscalização internacional. Segundo representantes dos dois governos, uma nova rodada de tratativas deverá ocorrer nos próximos dois meses para definir um acordo definitivo.
Fonte: Com informações do EuroNews