Brasil pode liderar uso de IA na gestão pública, avalia setor de tecnologia

Especialistas defendem inovação com governança e foco no atendimento público

Por Dominic Ferreira,

O Brasil reúne condições para se tornar referência internacional no uso da inteligência artificial aplicada à gestão pública, segundo avaliação apresentada durante debates sobre inovação e transformação digital realizados em Brasília. Representantes do setor de tecnologia defendem que o país possui capital humano qualificado, experiência em políticas públicas digitais e capacidade institucional para ampliar o uso estratégico da IA em serviços governamentais. 

Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A PressCarlos Jacobino
Carlos Jacobino

Durante o encontro, o presidente do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor-DF) e representante do setor, Carlos Jacobino, destacou que a inteligência artificial pode representar um salto importante para o funcionamento da administração pública. Entre os pontos citados estão o potencial para aumentar eficiência, reduzir custos operacionais e modernizar processos internos. O debate também relacionou o avanço da IA ao impacto econômico global projetado para os próximos anos. 

Especialistas apontaram que uma das aplicações mais imediatas está na melhoria do atendimento ao cidadão. Ferramentas como sistemas automatizados de resposta, análise de demandas e processamento de informações podem acelerar serviços públicos e diminuir barreiras burocráticas. Em discussões paralelas do evento, também foi defendida a utilização da IA para tornar a relação entre governo e população mais ágil e acessível, com funcionamento contínuo e maior capacidade de resposta.

Apesar do otimismo, participantes ressaltaram que o avanço da inteligência artificial no setor público exige regras claras de governança, proteção de dados e supervisão institucional. O entendimento apresentado é que o desenvolvimento tecnológico precisa caminhar junto com mecanismos de transparência, controle e segurança para garantir resultados sustentáveis e ampliar a confiança da população nos serviços digitais do Estado. 

Fonte: Correio Braziliense

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