Haddad sai em defesa de Jaques Wagner em caso envolvendo Banco Master

Ex-ministro afirma que senador atuou para barrar interesses da instituição

Por Dominic Ferreira,

O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master. Em declarações divulgadas nesta semana, Haddad afirmou ser testemunha de que o parlamentar atuou para impedir o avanço de interesses da instituição financeira no Senado, contrariando suspeitas levantadas pela Polícia Federal no âmbito da Operação Compliance Zero. 

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilFernan
Fernando Haddad 

Segundo Haddad, Jaques Wagner trabalhou a pedido do então ministro para orientar a bancada governista contra a chamada "Emenda Master", medida que, na avaliação do ex-ministro, favoreceria o banco. Ele afirmou ainda que está disposto a prestar depoimento em defesa do senador caso seja necessário. As declarações representam uma das manifestações públicas mais contundentes de lideranças do Partido dos Trabalhadores em favor do parlamentar baiano desde a operação realizada pela Polícia Federal na última semana. 

Jaques Wagner foi alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) durante a nona fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e possíveis práticas de corrupção. A apuração busca esclarecer se houve atuação de agentes públicos em benefício da instituição financeira. O senador nega qualquer irregularidade e tenta reverter as medidas determinadas pela Justiça. 

As declarações de Haddad ampliam a repercussão política do caso, que tem mobilizado integrantes do governo e da oposição. Enquanto aliados reforçam a confiança na inocência do senador, as investigações seguem em andamento sob supervisão do STF. O episódio é mais um capítulo da crise envolvendo o Banco Master, que já alcançou diversas figuras do cenário político nacional e continua provocando impactos no Congresso e no governo federal.

Fonte: Infomoney

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