Polícia Legislativa impede ato com bandeira LGBTQIAPN+ no Congresso Nacional

Grupo deve acionar Câmara após intervenção durante manifestação no Dia do Orgulho

Por Dominic Ferreira,

Ativistas da comunidade LGBTQIAPN+ foram impedidos pela Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados de estender uma bandeira de aproximadamente 50 metros no gramado em frente ao Congresso Nacional, em Brasília, durante uma manifestação realizada no domingo (28), data em que é celebrado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAPN+. Segundo os organizadores, o ato tinha caráter pacífico e havia sido comunicado previamente às autoridades da Casa.

Foto: Grupo Estruturação LGBT+ de Brasilía e Centro DHOk

De acordo com relatos dos participantes, cerca de 20 ativistas transportaram a bandeira até o local e conseguiram estendê-la por alguns instantes antes da chegada dos policiais legislativos, que determinaram a retirada do material. O ativista Michel Platini afirmou que o grupo se ajoelhou para demonstrar que não ofereceria resistência e classificou a abordagem como desproporcional. Ainda segundo ele, a manifestação buscava simbolizar o orgulho e denunciar episódios de violência e discriminação contra a população LGBTQIAPN+. 

Após o episódio, os manifestantes informaram que apresentarão uma representação à Câmara dos Deputados pedindo a apuração da conduta dos agentes envolvidos. O deputado distrital Fábio Félix (PSOL-DF), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Câmara Legislativa do Distrito Federal, também declarou que solicitará esclarecimentos sobre a atuação da Polícia Legislativa. Mais tarde, a bandeira foi estendida no Eixão do Lazer, em Brasília, onde o ato foi concluído. 

Até a publicação da reportagem, a assessoria de comunicação da Câmara dos Deputados não havia se manifestado sobre os motivos da intervenção policial. O espaço permanece aberto para posicionamento oficial da instituição. O caso repercutiu entre entidades de defesa dos direitos humanos e movimentos sociais, que defendem a investigação do episódio e o busca explicações sobre circunstâncias da abordagem. 

Fonte: Correio Braziliense

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