Tráfego de navios diminui no Estreito de Ormuz após ataques entre Irã e EUA
Embarcações passaram a desligar seus sistemas públicos de rastreamento durante a travessia, dificultando o monitoramento em tempo real.
O fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de petróleo e gás no mundo, apresentou queda nos últimos dias em meio ao aumento das tensões entre Irã e Estados Unidos. Apesar da redução no tráfego, dados de rastreamento mostram que navios-tanque de gás natural liquefeito (GNL) e de petróleo continuam cruzando a região.
O monitoramento realizado pelas plataformas Kpler e LSEG aponta que ao menos cinco navios-tanque de gás passaram pelo estreito nos últimos dias. Entre eles estão o GasLog Shanghai e quatro embarcações ligadas à QatarEnergy: Al Samriya, Al Dafna, Al Gattara e Al Rayyan.
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As movimentações ocorrem após ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais e ações militares realizadas pelos Estados Unidos, aumentando a preocupação de governos e empresas de navegação com a segurança na região.
Além dos navios de gás, o superpetroleiro Nissos Kea entrou no Estreito de Ormuz na quinta-feira (9), enquanto o Lila Vadinar deixou a área, segundo os dados de rastreamento.
De acordo com o analista sênior da Vortexa, Xavier Tang, o comportamento dos navios tem mudado diante do cenário de insegurança. Segundo ele, diferentemente do início do conflito, o Irã tem concentrado os ataques em embarcações que utilizam a rota marítima próxima a Omã, o que pode levar mais navios a optarem pelo trajeto próximo ao litoral iraniano.
Ainda conforme fontes do setor de navegação, algumas embarcações passaram a desligar seus sistemas públicos de rastreamento durante a travessia, dificultando o monitoramento em tempo real.
Levantamento da Kpler indica que apenas 10 navios-tanque de petróleo e gás cruzaram o Estreito de Ormuz na quinta-feira (9), o menor volume diário desde 28 de junho. Na quarta-feira (8), foram registradas 14 embarcações, enquanto na segunda-feira (6), o número chegou a 22, refletindo a redução do tráfego diante da escalada das tensões no Oriente Médio.
Fonte: Com informações das Agência Brasil