Especialistas alertam para ISTs e prevenção durante o carnaval

Uso de preservativos e testagem precoce ajudam a conter infecções na folia

Por Dominic Ferreira,

O período de Carnaval, marcado por festas e grande circulação de pessoas, também exige atenção redobrada com a saúde sexual. Especialistas alertam para o aumento do risco de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e hepatites virais durante a folia, reforçando a importância da prevenção e do autocuidado. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 1980 e setembro de 2025, foram registrados mais de 1,6 milhão de casos de HIV no Brasil, com maior concentração recente na região Nordeste.

Foto: FreepikOk

Ainda segundo o levantamento, somente em 2024 foram notificados mais de 39 mil novos casos de HIV no país, além de mais de 9 mil mortes associadas à doença. Apesar da redução na mortalidade ao longo dos anos, resultado de avanços no diagnóstico e no tratamento, campanhas de conscientização seguem sendo reforçadas, especialmente em períodos de grande aglomeração e aumento de relações ocasionais, como o Carnaval.

Entre as principais medidas preventivas está o uso de preservativos internos e externos durante as relações sexuais, além do gel lubrificante, que reduz o atrito e diminui a chance de rompimento da camisinha. O biomédico Ivisson Lucas, do Centro Universitário Facid Wyden, destaca que sintomas como febre, dores, feridas ou lesões na região genital devem ser observados e investigados rapidamente por meio de exames laboratoriais e testes rápidos.

As principais infecções associadas ao período são HIV, sífilis e hepatites virais, além do HPV. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir qualidade de vida aos pacientes. Especialistas reforçam que a combinação de prevenção, testagem e informação é a principal estratégia para aproveitar o Carnaval com segurança e responsabilidade.

Fonte: Ícone Comunicação

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