Álcool, automedicação e comida imprópria elevam intoxicações durante carnaval
Especialista alerta para riscos digestivos e lista sinais de gravidade
O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a automedicação e a ingestão de alimentos de procedência duvidosa lideram os casos de intoxicação durante o Carnaval, período marcado por aumento na procura por atendimento médico. O alerta é do gastroenterologista Dr. Litelton Carvalho, que aponta crescimento de quadros de irritação e infecções do trato gastrointestinal nesta época.
Segundo o especialista, a combinação de fatores típicos da folia potencializa os riscos à saúde digestiva. Entre eles estão o uso indiscriminado de analgésicos e anti-inflamatórios, o consumo de álcool em excesso e a exposição a alimentos mal conservados. O médico, professor da Afya Educação Médica Teresina, destaca que esses hábitos atuam de forma conjunta, agravando inflamações e aumentando a probabilidade de intoxicações.
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O álcool é apontado como um dos principais vilões do período por irritar diretamente a mucosa do sistema digestivo, podendo causar gastrite aguda, náuseas, vômitos, dor abdominal e, em casos mais graves, pancreatite e sobrecarga hepática. Já os alimentos contaminados favorecem quadros de gastroenterite, com diarreia intensa, cólicas e desidratação, que podem exigir atendimento hospitalar.
A automedicação também preocupa, principalmente quando associada à ingestão de bebidas alcoólicas. O uso inadequado de medicamentos pode provocar lesões gástricas, úlceras e até sangramentos digestivos, agravando o quadro clínico dos foliões.
O gastroenterologista ainda chama atenção para sinais de alerta que exigem avaliação médica imediata, como vômitos persistentes, presença de sangue nas fezes ou nos vômitos, febre alta, dor abdominal intensa, tontura, confusão mental, redução do volume urinário e icterícia. Esses sintomas podem indicar desidratação severa, infecções importantes ou comprometimento do fígado e do sistema digestivo, demandando intervenção rápida para evitar complicações.
Fonte: Ícone Comunicação