Estudo aponta maior risco de chikungunya na Europa com aquecimento global atual
Pesquisa reduz limite térmico do vírus e amplia áreas de transmissão
O aquecimento global tem ampliado o risco de surtos de chikungunya na Europa, segundo estudo do Centro para Ecologia e Hidrologia do Reino Unido. A pesquisa indica que o vírus pode se espalhar em temperaturas entre 13 °C e 14 °C, abaixo das estimativas anteriores, que apontavam um mínimo de 16 °C a 18 °C, ampliando a área potencial de transmissão no continente.
De acordo com os pesquisadores, o novo limite térmico aumenta a possibilidade de surtos locais em mais regiões e por períodos mais longos ao longo do ano. O mapa elaborado pelo estudo mostra risco em diferentes partes da Europa, inclusive no Reino Unido, com maior duração em áreas mais quentes onde o mosquito transmissor já está estabelecido.
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Nos últimos anos, foram registrados surtos relevantes em países como França e Itália, enquanto regiões do sul do continente, incluindo Portugal e áreas do leste da Espanha, apresentam períodos de transmissão que podem chegar a quatro ou seis meses. O risco também é considerado elevado em Malta durante grande parte do ano.
O pesquisador Sandeep Tegar, responsável pelo estudo, afirma que o continente europeu está aquecendo rapidamente, favorecendo a expansão do mosquito para latitudes mais ao norte e ampliando o número de meses com condições favoráveis à transmissão. Segundo ele, identificar locais e períodos críticos permitirá que autoridades de saúde atuem com maior precisão para prevenir surtos e reduzir impactos.
O vírus chikungunya foi identificado pela primeira vez na Tanzânia em 1952 e hoje afeta a saúde pública em mais de 110 países. Desde sua introdução no sul da Europa, em 2007, o vetor se espalhou para regiões centrais e setentrionais, elevando a preocupação com a doença e reforçando o alerta sobre os efeitos diretos das mudanças climáticas na disseminação de enfermidades infecciosas.
Fonte: Infomoney