Especialistas destacam apoio mental no tratamento dr câncer na terceira idade
Diagnóstico precoce e suporte psicológico ampliam chances de cura e qualidade de vida
O diagnóstico de câncer na terceira idade exige atenção não apenas ao tratamento clínico, mas também ao cuidado com a saúde mental dos pacientes. Especialistas apontam que o acompanhamento médico aliado ao suporte psicológico pode contribuir significativamente para melhorar a qualidade de vida e aumentar as chances de recuperação. No Brasil, a preocupação é ainda maior devido ao rápido envelhecimento da população. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o país já possui mais pessoas com mais de 60 anos do que jovens entre 15 e 24 anos.
Segundo estudos do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS), o envelhecimento é um dos principais fatores associados ao desenvolvimento de câncer, resultado da maior exposição a fatores ambientais e do acúmulo de alterações genéticas ao longo da vida. A pesquisa também aponta que desigualdades socioeconômicas influenciam diretamente na saúde da população idosa, já que pessoas com menor renda apresentam mais dificuldades de acesso a exames preventivos e tratamentos especializados.
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A oncologista Alana Moura Fé destaca que o diagnóstico precoce é fundamental para ampliar as chances de cura e permitir terapias menos agressivas. Segundo a especialista, o acompanhamento clínico de mulheres idosas também considera aspectos como idade funcional, presença de outras doenças e nível de autonomia da paciente. Entre os cânceres mais comuns nessa faixa etária estão os de mama, colorretal e endométrio.
Além dos desafios físicos, o impacto emocional do diagnóstico pode ser profundo. O professor de Psicologia do Centro Universitário Unifacid Wyden, Francisco Neto, explica que sentimentos como choque, tristeza, negação e medo da finitude são frequentes. Ele destaca que o acompanhamento psicológico ajuda a elaborar essas emoções, com foco em escuta qualificada, fortalecimento da autonomia e apoio diante das mudanças físicas e sociais que muitas mulheres enfrentam durante o tratamento oncológico.
Fonte: Ícone Comunicação