Ypê inicia reembolso via Pix para clientes de produtos suspensos
Consumidores afetados por decisão da Anvisa podem solicitar devolução pelo site
A Ypê começou a solicitar chaves Pix de consumidores que compraram produtos atingidos pela suspensão determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A empresa abriu um formulário online para pedidos de reembolso após a manutenção da medida pelo colegiado da agência reguladora.
Para solicitar a devolução dos valores, os consumidores precisam preencher um formulário disponível no site da fabricante com informações pessoais, como nome completo, CPF, telefone, endereço e chave Pix.
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A plataforma também permite anexar nota fiscal ou cupom fiscal dos produtos afetados. Especialistas em direito do consumidor ouvidos pela reportagem afirmam, porém, que a apresentação do comprovante não é obrigatória para garantir o reembolso, embora possa acelerar o processo de análise.
Após o envio da solicitação, a empresa encaminha um e-mail confirmando o registro do pedido e informa que o retorno será feito posteriormente por telefone ou correio eletrônico.
A suspensão dos produtos ocorreu após inspeções realizadas na fábrica da empresa, em Amparo, no interior de São Paulo. Segundo a Anvisa, foram identificadas falhas em etapas do processo produtivo, incluindo problemas em sistemas de controle de qualidade, corrosão em equipamentos e armazenamento inadequado de resíduos.
A agência também informou que a bactéria Pseudomonas aeruginosa foi encontrada em mais de 100 lotes de produtos da marca.
Especialistas afirmam que a bactéria representa baixo risco para pessoas saudáveis, mas pode causar infecções em grupos vulneráveis, como imunossuprimidos, pacientes oncológicos, transplantados, idosos fragilizados e bebês.
A recomendação é interromper imediatamente o uso dos produtos atingidos pela medida. Em casos sem sintomas, não há orientação para buscar atendimento médico apenas por exposição aos itens.
A Ypê contestou as conclusões da Anvisa e afirmou que não houve comprovação de contaminação nos produtos comercializados. A empresa também sustenta que não existem registros científicos de infecções associadas ao uso de roupas lavadas com detergentes domésticos contaminados.
Fonte: Com informações do G1