Bolsonaro tem mais passado que futuro

Bolsonaro tem mais passado que futuro

Ainda que disponha de um quarto – não mais um terço – da boa vontade do eleitorado desejoso de mantê-lo no cargo, que siga com os apoios parlamentares de ocasião, adquiridos às expensas do Erário ou com um recorrente fechar de olhos para malfeitorias, a sucessão de acontecimentos ruins que recaiu sobre Bolsonaro indica que o presidente lidera um time que está como aquela equipe que, disputando um campeonato, mais perdeu que ganhou e agora, sem chances de levar a taça, joga mais para cumprir tabela – ou seja, está em campo para que se cumpram as regras. É claro que, ao contrário do futebol, a política se guia por condições que podem favorecer um time que, estando em desvantagem num determinado momento, pode recuperar-se e virar o jogo. Mas, também a exemplo do futebol, na política são necessários tempo, disposição para jogar, capacidade técnica, táticas e estratégias adequadas, um técnico com talento e experiência de antever as jogadas adversárias. À exceção da vontade de jogar, o governo Bolsonaro ou não tem as outras condicionantes ou se as tem é pela metade – ou menos que isso, como no caso do tempo: se o mandato de Bolsonaro fosse uma partida de futebol, ele já estaria jogando o segundo tempo, com mais gols contra que a favor, e como cronômetro registrando mais de um quarto do que lhe resta de jogo no segundo tempo. O presidente, como se sabe, já cumpriu metade do seu mandato e consumiu um quarto (seis meses) do tempo de mandato que lhe resta, dois anos finais de Presidência. Tem somente um ano e meio para cumprir o prazo constitucional de permanência no cargo. Como, ao contrário do futebol, não existem aqueles minutos que o árbitro concede em acréscimo ao tempo normal da partida, o presidente e sua equipe precisam tentar acertar o passo para ver se conseguem virar o jogo. Tarefa das mais difíceis quando se sabe que este é um governo com mais passado que futuro e que o passado bem recente vai se revelando um passivo a descoberto sem tamanho, a ser cobrado nas urnas.

Mão Santa tem “acidente doméstico”, com traumatismo craniano? (Foto: reprodução internet)

Voto eletrônico

Bolsonaro perde mais uma: presidentes de 11 partidos fecharam questão para manter o voto eletrônico, rejeitando a proposta de voto impresso, que é uma bandeira muito cara ao bolsonarismo.

Para lamentar

Pela posição dos dirigentes partidários sobre o voto eletrônico, Bolsonaro não tem base parlamentar para a defesa de suas propostas.
No máximo, o presidente tem uma base para lamentar.

Aulas essenciais

O prefeito Dr. Pessoa sancionou com vetos lei que reconhece como essenciais em Teresina as atividades educacionais com aulas presenciais ou, ainda, em conjunto com as virtuais, na modalidade híbrida, incluindo aquelas de formação continuada.

Autores

Os autores do projeto de leis são os vereadores Evandro Hidd, Deolindo Moura, Markim Costa, Teresinha Medeiros, Fernanda Gomes, Paulo Lopes e Jeová Alencar.

Praças

Não há dúvidas sobre o pendor do prefeito Mão Santa para criar espaços de contemplação na sua cidade. Praças têm sido um foco da administração de Parnaíba nos últimos quatro anos, o que faz com que seja agradável andar em muitas áreas da cidade, pela beleza e cuidado com esses espaços.

Terra Santa 1

Mais em se tratando de Mão Santa, sempre há um pendor para o exagero ou para o que nos anos 80 e 90 se chamava de kitsch ou coisas com estética de gosto duvidoso.
Essa predileção do prefeito está solidificada em sua própria leitura da Terra Santa, que ele criou em uma área no final da avenida Capitão Claro e início da avenida São Sebastião.

Terra Santa em Parnaíba (Fotos: divulgação)

Terra Santa 2

O local foi urbanizado, ganhou estátuas representando a Santa Ceia, o presépio onde está a sagrada família e mais algumas outras imagens.
A Santa Ceia ainda não está completa porque faltam cinco estátuas dos apóstolos de Cristo e falta também uma imagem de São Francisco, algo bastante apropriado para a versão pessoal de Mão Santa para a Terra Santa.

Roço

O Dnit está devendo um serviço de roço na BR-343 entre Piracuruca e Parnaíba. O mato cresce viçoso nas laterais da estrada. Tão denso é o matagal que as placas da sinalização vertical desaparecem.
Também é preciso um roço na BR-402, entre Parnaíba e Chaval, Ceará.

Retomada

Pelo menos quatro cidades do Piauí com potencial turístico, as litorâneas Parnaíba, Luís Correia e Cajueiro da Praia, e a serrana Pedro II, assistem ao surgimento de novos negócios neste importante setor de suas economias.
Ao que parece, o pessoal de turismo anda apostando numa retomada forte das viagens.

Buracos

Nesse combo de problemas, as BRs 343 e 402, que levam às praias do litoral do Piauí, carecem de um recapeamento.
Há buracos no trecho da 343 entre Piracuruca e Buriti dos Lopes e a 402 tem muito buraco desde Parnaíba até o acesso a Barra Grande e Cajueiro da Praia.

Barros

No Piauí, há uma expressão escatológica para o ato de fazer o número dois: arriar o barro. Pois bem, depois que o líder do governo Bolsonaro foi envolvido no escândalo sobre a compra de uma vacina indiana, pode-se dizer que arriaram o Barros no ventilador do presidente.

Sistema

Sabem aquela história da sabotagem nos sistemas de computador da área de finanças da Prefeitura? Bem, parece que o sabotador segue fazendo estragos, porque há generalizadas queixas de contribuintes que não conseguem pagar tributos ou pagam e o sistema não dá liquidação da dívida tributária.

Soja no Norte

O cultivo de soja avança para o Norte do Piauí. Depois de Piracuruca e Boa Hora, agora é a vez de Cocal começar a cultivar a oleaginosa.
O interesse por agricultores vindos do Paraguai por terras no norte do Piauí vai de Barras a Batalha, incluindo parte de Esperantina.

Tabuleiros sob risco

Os irrigantes do Distrito de Irrigação dos Tabuleiros Litorâneos estão sendo executados pela Equatorial em razão de uma dívida que deveria ter sido paga pelo Dnocs, mas não foi.
A titularidade da dívida acabou sendo espetada na conta dos irrigantes, que agora correm o risco de verem seus negócios naufragarem no mar revolto da inépcia administrativa.

Solução

A Justiça deu ganho de causa à Equatorial, que pretende executar a dívida – o que cria um passivo difícil de ser recebido pelos custos já muito altos dos produtores.
A saída possível envolve política, com negociação na qual os irrigantes não se obriguem a pagar uma conta que não era deles.

Empregos sob risco

Haverá desemprego e perda de renda se os irrigantes dos Tabuleiros tiverem que pagar a dívida, cujo valor não foi possível apurar, mas que é grande o bastante para inviabilizar os negócios.
Atualmente, pelo menos três mil famílias dependem do trabalho e da renda gerada nos Tabuleiros para pagar contas e manter comida na mesa.

Mão Santa e o acidente

A notícia de ontem é de que o prefeito Mao Santa sofreu um acidente doméstico. Em outras palavras: caiu no banheiro.
A prefeitura de Parnaíba soltou uma nota dizendo que o prefeito fez exames de covid, com o médico Flávio Melo é que voltará às atividades nos próximos dias.

Notícias desencontradas

Outra notícia e esta, que chama a atenção, é de que mão Santa teria sofrido traumatismo craniano e foi trazido para Teresina.
Notícias são desencontradas, não muito esclarecedoras, mas dizem que seu estado de saúde não seria grave.

Ping-Pong
A embromação do prefeito

Ano: 1991. Presidente da Câmara Municipal de Caxias, o vereador Catulé visita o interventor da cidade, deputado federal José Teixeira e solicita a construção de um colégio no bairro João Viana. O interventor manda bilhete para o secretário de Fazenda Luiz Fernando. Catulé desconfia do termo: “atender o vereador Catulé, nosso presidente. Apreciar e relatar”.

Catulé: “Como presidente da Câmara esse bilhete não serve para mim. Esse serve é para os outros vereadores”.
Teixeira: “Por quê?”.
Catulé: “Pelo termo ‘relatar e apreciar’ você está mandando ele empurrar com a barriga”.

Publicado originalmente em 8 de fevereiro de 2014.

Expressas

Lei municipal sancionada semana passada reconhece a utilidade pública do Centro de Capacitação e Aprendizagem de Teresina. A lei resulta de projeto do vereador Joaquim Caldas, do MDB.

Outra lei, resultante de projeto dos vereadores Jeová Alencar e Gustavo de Carvalho, reconhece a utilidade pública da Associação de Atletismo do Piauí.

Outra entidade reconhecida de utilidade pública foi a Associação Transforma Mais Piauí, também por iniciativa de projeto do vereador Joaquim Caldas.

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