O “dedazo” de Wellington Dias
O “dedazo” de Wellington Dias
No México, durante o mando do Partido da Revolução Institucionalista (PRI), que durou de 1929 ao ano 2000, havia um mecanismo de escolha do presidente da República e os governadores dos estados, além de integrantes do Senado, chamado “dedazo” – que como sugere o nome consistia em que a cúpula partidária apontava com o dedo indicador quem seria o eleito. Sim, porque no México durante o período de mando do PRI sempre houve eleições, ainda que todos os eleitos fossem do partido no poder, o que levou o escritor peruano Mário Varga Llosa a propugnar que o México era a ditadura perfeita. Bem, esse tipo de fenômeno, em que os eleitos são indicados no “dedazo” pretende ser repetido no Piauí de Wellington Dias, há 20 anos no poder, indicando o nome do candidato de seu partido, determinando alianças, cooptando prefeitos e lideranças e, para a semana que vem, filiando a seu partido, o PT, uma leva de sete deputados estaduais e um deputado federal. Ele conta com o apoio popular para que seu “dedazo” se institucionalize pelo voto, com a escolha majoritária favorável a ele da imensa maioria os integrantes da Assembleia, da bancada federal do Piauí na Câmara dos Deputados, do governador e vice do Piauí e, claro, dele próprio como senador da República. O Piauí sob Wellington Dias, com efeito, pode ser enxergado como um México com sua ditadura perfeita. Mas à diferença dos mexicanos, aqui se pode escolher o lado contrário.
Cidade do interior de São Paulo cria associação com o nome de Kiki Freitas
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Viva Kiki
Carlota Carvalho, mãe da dentista Maria Cristina Freitas, a Kiki, ficou emocionada com a homenagem prestada à filha em Bauru, São Paulo, onde foi criada a Associação Kiki Freitas, que vai atuar para que as escolas públicas da cidade sejam promotoras da saúde bucal das crianças.
Bela homenagem
Esse tipo de homenagem certamente traz muita alegria para os corações de pessoas como Carlota e também o ex-senador Freitas Neto, pais de Kiki, morta muito precocemente, quando deu a luz ao filho Antônio, em 21 de julho do ano passado.
Wilson no PT
Wilson Martins poderá deixar o PSB e migrar para o PT, já que o partido dele, PSB, não conseguiu fechar a federação com o PT.
O PV e o PCdoB seguem no arranjo em que o PT manda e eles obedecem.
Reorganização
João Campos, prefeito de Recife e vice-rei do PSB no Nordeste, já quer reorganizar o PSB no Piauí. Convidou a deputada estadual Lucy Soares para comandar o PSB no Piauí.
A resposta de Lucy, não, foi a mesma que Eduardo Campos, o falecido pai de João Campos, recebeu do falecido marido de Lucy, Firmino Filho, quando o então governador de Pernambuco o convidou para se filiar ao PSB.
Afronta a sensatez
A sentença do juiz Ulysses Gonçalves, de Altos, mandando Arimateia Azevedo para a cadeia afronta a sensatez. Baseado numa denúncia feita por inimigo figadal do jornalista, o juiz ensina a aprender direito de trás pra frente. Ulysses decreta uma prisão preventiva de ofício e condena a pessoa a pena além do que a que foi pedida pelo Ministério Público.
Sentença pronta
O juiz Ulysses Gonçalves pode até concorrer ao Guiness Book com a sentença mais rápida do Judiciário brasileiro.
Três dias depois das alegações finais feitas pela defesa de Arimateia Azevedo, o magistrado prolatou a sentença. Nunca se viu tanta eficiência em um Judiciário que tem a lentidão por marca registrada.
Tanto assim que na vara de Altos, onde uma sentença saiu a jato, dormem processos conclusos ao juiz por anos.
Força legal
Mas ainda há juízes em Berlim, conforme uma bela e verdadeira história. Ainda há quem zele pela lei, para fazê-la não a ferramenta de força, mas a força que move a ferramenta.
Ainda cremos que se pode a Justiça mover-se pela força da lei, não pela lei da força.
Juízes em Berlim
Ah, vamos contar a história sobre o uso da frase acerca de ainda haver juízes em Berlim. Ela é verdadeira e deu-se, sim, no que hoje é a Alemanha.
A frase deu-se na Prússia, em 1745, na Prússia, onde um moleiro tinha o seu moinho nas proximidades do palácio do rei Frederico 2º, um déspota esclarecido, e, como todo déspota, com uma corriola de puxa-sacos, um dos quais tentou remover o moleiro dali. O serviçal do rei julgava que o moinho enfeiava a paisagem. O moleiro recusou a deixar sua propriedade, o que levou o rei a inquiri-lo sobre sua resistência. Então, o moleiro respondeu a rei: Ainda há juízes em Berlim”.
Reparo à injustiça
É possível que o moleiro não tenha dito a frase, presente na obra de François Andrieux, que escreveu, em versos, o conto “O Moleiro de Sans-Souci”, mas por séculos ela nos diz que sempre haverá alguém que pode reparar uma injustiça
Ari livre
Os colunistas substitutos gostam de saber que se prendem as pessoas, não suas ideias, tampouco seus modos de agir, escrever e falar, por isso, a nota que segue abaixo tem uma expressão que nosso companheiro Arimatéia Azevedo gosta de usar: fica vermelha, cara sem vergonha!
Cara de pau
Fica vermelha, cara sem-vergonha!: ontem, certamente orientado por seus marqueteiros contratados a peso de ouro, Wellington Dias carregou Rafael Fonteles (Fazenda) e Castro Neto (DER) para gravar um vídeo em que tudo que disseram não passa de fantasia. Os três aparecem sobre um viaduto da Ferrovia Transnordestina tomando para si uma obra do governo federal em parceria com a CSN.
Fica vermelha...
A fala de Wellington Dias é um primor. Ele diz onde está (num trecho da Transnordetsina entre Paulistana e Jacobina), anunciando ao lado dos pupilos que a ferrovia “é um novo marco para o Piauí, o Nordeste e o Brasil”.
Aí ele joga a isca aos incautos que acreditam em palavras vãs: “Se Deus quiser transportando cargas em direção aos portos de Pecem e Suape”.
Confirmando o chefe
Ato contínuo, após dizer que a ferrovia que ele não fez vai aumentar a competitividade do Piauí, Wellington passa o microfone para Rafael Fonteles, que concorda com o chefe: “É isso, governador. É um divisor de águas essa ferrovia que vai levar toda a tanto de grãos do cerrado quanto de minério de ferro”.
Apropriação indébita
Ou seja, de uma lapada o governador e seu candidato se apropriaram em sua propaganda de três coisas que nenhum deles fez: a ferrovia, a produção de grãos e a mineração que ainda nem foi iniciada.
CPI do Fundef
O deputado Marden Meneses tirou o dele de banda ao transferir para as entidades representativas dos professores a cata a duas assinaturas que faltam para completar as dez necessárias a que se instale uma CPI para investigar o mau uso de dinheiro do Fundef, aquela fortuna que Wellington Dias queria usar até para o combate à covid, sendo impedido pelo STF.
Não vai, não!
Meneses conseguiu oito das dez assinaturas necessárias, uma delas de uma suplente no exercício do mandato, Belê Medeiros, do PP. Como Belê deve sair no fim do mês da Alepi, restariam sete assinaturas – ou seja, a CPI é muito mais uma informação do que algo que se irá concretizar.
Lucy assina
Ausente da cidade, a deputada estadual Lucy Soares disse que assina a CPI, mas será necessário chegar a 10 autógrafos e caberia à oposição buscar esses apoios.
Professores em greve e suas instituições representativas jamais vão conseguir isso.
Gosto amargo
Themistocles Filho, já escolhido segundo se diz por aí como vice de Rafael Fonteles, ainda não deglutiu o pedido de saída do presidente da Câmara Municipal de Teresina do MDB. Ele chamou um colegiado para autorizar o desligamento sem perda do mandato. Até o momento, fechado em copas, o presidente da Alepi sinaliza que vai estragar as pretensões de Jeová Alencar em concorrer à Assembleia Legislativa.
Ele vai sim
Mas Marcelo Castro, que sempre gosta de colocar panos quentes em tudo, alegando que é homem da conversa e da paz, já sinalizou que vai abrir a porta para deixar Jeová cair fora.
Zé Nito, vereador de Teresina e que não fala um ai sem que combine dom Themistocles Filho lhe autorize, também já sinalizou que vai ser pela saída do colega vereador.
Mais um
Além de sete deputados estaduais e um federal (o capitão Abreu) que se filiam ao PT semana que vem, o partido poderá ser a nova casa do ex-deputado estadual Luís Coelho.
A esposa de Coelho, Lisiê, foi deputada estadual até a eleição passada, achando-se agora na condição de assessora especial do governador.
Ping-pong
A embromação do prefeito
Ano: 1991. Presidente da Câmara Municipal de Caxias, o vereador Catolé visita o interventor da cidade, deputado federal José Teixeira e solicita a construção de um colégio no bairro João Viana. O interventor manda bilhete para o secretário de Fazenda Luiz Fernando. Catolé desconfia do termo: “atender o vereador Catolé, nosso presidente. Apreciar e relatar”.
Catolé: “Como presidente da Câmara esse bilhete não serve para mim. Esse serve é para os outros vereadores”.
Teixeira: “Por que?”
Catolé: “Pelo termo ‘relatar e apreciar’ você está mandando ele empurrar com a barriga”.
Publicado originalmente em 8 de fevereiro de 2014.
Expressas
Leitor faz as contas: o aumento da gasolina e demais combustíveis torna R$ 100 mais cara uma viagem de carro entre Teresina e Luís Correia.
Os pontos instalados na Avenida Noé Mendes, sem autorização da prefeitura, foram removidos ontem pela SAAD Sudeste.
A SSP-PI alertou sobre golpe aplicado através de mensagem, que estaria sendo enviada em nome da Polícia Civil, onde diz que o receptor da mesma está sendo intimado e que deve comparecer a uma unidade policial no dia 18 de março.
*Esta coluna é de responsabilidade dos colaboradores do Portal AZ