Direto da Redação: advogado investigado pela PF é “cidadão piauiense”
A honraria será cassada? O que diz o deputado que a concedeu?
Tira ou não tira?
Se ensaia na Assembleia Legislativa e fora dela um movimento visando forçar o cancelamento do titulo de cidadão piauiense concedido ao advogado Nelson Wilians, que lhe foi outorgado em dia de grande festa e exaltação aos poderes do homenageado.
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Olha quem deu!
A homenagem foi proposição do deputado Henrique Pires (MDB), que deve ser o parlamentar que mais adora homenagear tipos estranhos que o Piauí só passa a conhecer nessas horas.
O defensor
Revendo textos daquela solenidade, se lê que o homenageado chegou a prometer, em discurso: “(…) onde eu estiver o Piauí terá um defensor”. Sem ironia, Willians deve estar tendo muito trabalho para defender a si próprio.
Muita cautela nessa hora
Os jornalistas da coluna recomendam cautela. Nem sempre as acusações se confirmam ao final das investigações.
E, Williams tem se posicionado com muita firmeza de que não tem qualquer envolvimento com as acusacões.
Cidadania
Na avalanche que projetos de resolução que concedem cidadania honorária pela Assembleia Legislativa do Piauí, chama atenção a homenagem a um deputado federal por São Paulo, mas nascido na Bahia, Cezinha de Madureira, que tem esse nome não pelo bairro carioca, mas por sua ligação à denominação cristã neopentecostal Assembleia de Deus.
Grandes serviços?
Segundo todo e qualquer projeto do gênero, vagamente se diz que ele prestou grandes serviços ao Piauí.
Se objetivamente pedirem uma lista, vai sobrar papel e tinta para descrever tanta ação em favor do povo piauiense.
Obra remanescente
A Assembleia Legislativa do Piauí vai gastar R$ 9,891 milhões em obras remanescentes da gigantesca reforma realizada sob a presidência do deputado Franzé Silva, do PT.
Há coisa de duas semanas, a Alepi fez uma sessão para dispensar a licitação para obras “notadamente gabinete e demais ambientes do prédio principal”.
A obra será feita pela empresa Elo Engenharia.
Tem auditoria?
Como se vê, o Kojak pesou a mão. Ou como se diz à boca miúda por lá, o careca botou a mão na massa.
Mas a pergunta é: tem auditoria de todo aquele estado de coisas, de gabinetes e salas inservíveis?
Digital
R$ 1.237.514,43 é quanto a Assembleia Legislativa do Piauí vai pagar à empresa Vídeo Mais Comercio e Serviços de Audio e Vídeo Ltda. “por fornecimento de equipamentos destinados a transmissões ao vivo, gravações, edições, armazenamento de matérias jornalísticas e de informática, para atender e ampliando as demandas da TV Assembleia, acrescido agora em obediência à lei vigente, na área de transmissão, quanto ao desligamento de todo o sistema de transmissão analógica e migração para o sistema digital.”
Sessão de vexames
O cumprimento do protocolo em sessões da Assembleia Legislativa, principalmente eventos oficiais como o que o ocorreu em Parnaíba, com a sessão marcando os 190 anos do Poder Legislativo no Piauí, parece deixar a impressão de que na Casa falta o serviço de cerimonial.
E se ele existe, manda para as calendas a etiqueta.
Tropeços
A começar pelo presidente, Severo Eulálio, ele não usou o linguajar protocolar de “senhores deputados”, ao se referir à presença deles, tascando “obrigado pela presença de vocês” e engoliu o S ao dizer: “sejam todos bem vindo”.
Trocando as autoridades
Para seguir no tropeção protocolar, Severo chamou como primeira autoridade para compor a mesa de honra, um assessor da Fiepi, Freitas Neto e logo depois o chefe dele, Antonio José Moraes Souza.
Na dureza do protocolo os dois poderiam até ser convidados para a mesa, mas só depois de personalidades imediatamente mais importantes, como o prefeito da cidade, “Outro Francisco”, deputados estaduais, federal e secretários de Estado que se encontravam no recinto.
Severo passou por cima.
Os reps
Janaína Marques, deputada e secretária estava ali, representando o governador Rafael. Mas só foi chamada entre os últimos. Era para ser a primeira.
Aliás a sessão tinha mais “reps”, representantes de chefes de órgãos.
Um alerta: o presidente do Poder pode até não saber se conduzir, nao saber falar correto, mas o chefe do cerimonial não. O que se viu, só nessa solenidade, os dois não sabem.