PF solicita agente dentro da casa de Bolsonaro para evitar fuga
Pedido visa impedir que Bolsonaro busque asilo na Embaixada dos EUA, diz PF ao STF
A Polícia Federal (PF) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para posicionar um agente dentro da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, com o objetivo de impedir uma possível fuga. A corporação argumenta que essa medida é a forma mais eficaz de monitorar o ex-chefe de Estado e garantir o cumprimento das determinações do ministro Alexandre de Moraes, que reforçou a vigilância por receio de que Bolsonaro tente asilar-se na Embaixada dos Estados Unidos.
- Participe do nosso grupo de WhatsApp
- Participe do nosso grupo de Telegram
- Confira os jogos e classificação dos principais campeonatos
Moraes ainda não decidiu sobre o pedido e encaminhou a consulta à Procuradoria-Geral da República (PGR) para avaliar a viabilidade da medida. A PF ressalta que apenas a presença de agentes nas imediações do condomínio não seria suficiente para evitar uma tentativa de fuga, especialmente se houver falhas na comunicação da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro, o que poderia retardar a identificação de qualquer violação e permitir uma evasão.
Na decisão anterior, Moraes determinou que o monitoramento do ex-presidente seja feito com discrição, sem expor ou perturbar os vizinhos do condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto. A Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal foi notificada para garantir o cumprimento dessas orientações, que incluem a proibição de publicações nas redes sociais, contato com outros investigados e aproximação de embaixadas.
A solicitação da PF foi motivada por um ofício do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), que alertou sobre um possível plano de fuga do ex-presidente. Bolsonaro e mais sete membros de seu governo serão julgados a partir de 2 de setembro no STF por supostamente arquitetarem um golpe de Estado para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
Fonte: Correio Braziliense