Relator da anistia chama 8 de Janeiro de terrorismo e elogia ministro Moraes

Paulinho da Força repudia golpismo, mas já alternou apoio e críticas ao governo Lula

Por Dominic Ferreira,

O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi escolhido relator do projeto de lei que concede anistia aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro. Embora tenha votado a favor da proposta, o parlamentar já classificou os episódios como “terrorismo” e demonstrou apoio público ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Nas redes sociais, Paulinho já exaltou Moraes como “guardião da democracia” e defendeu sua atuação contra fake news e tentativas de golpe.

Foto: Billy Boss/Câmara dos DeputadosPaulinho da Força transita entre oposição e governo durante sua longa carreira legislativa.
Paulinho da Força transita entre oposição e governo durante sua longa carreira legislativa.

Figura discreta no plenário, Paulinho ocupa uma cadeira na Câmara há quase duas décadas e preside o Solidariedade, partido de centro que mantém diálogo tanto com governo quanto com oposição. Durante a campanha presidencial de 2022, esteve ao lado de Luiz Inácio Lula da Silva e celebrou a posse como um marco de esperança para os trabalhadores. No entanto, ao longo do atual mandato, o deputado passou a se afastar do Planalto e a publicar críticas recorrentes ao presidente.

As críticas de Paulinho também ecoaram durante as eleições municipais de São Paulo em 2024. O parlamentar reprovou o apoio de Lula ao candidato Guilherme Boulos (PSOL) e defendeu a frente ampla em torno de Ricardo Nunes (MDB). Na ocasião, afirmou que, se o petista optasse por ser rival em São Paulo, também o teria como adversário no Congresso. Essa postura marcou o rompimento político com o governo que antes havia apoiado.

Ainda assim, Paulinho mantém forte discurso em defesa da democracia e contra o bolsonarismo radical. Já em dezembro de 2022, durante atos violentos em Brasília, condenou os ataques e pediu punição rigorosa aos envolvidos. Em janeiro de 2023, voltou a repudiar os atos golpistas.

Fonte: Correio Braziliense

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