Fim da escala 6x1 gera impasse entre governo e Congresso sobre tramitação
Planalto avalia urgência enquanto oposição tenta frear avanço da proposta
O debate sobre o fim da escala de trabalho 6x1, modelo em que o trabalhador atua seis dias e descansa apenas um, tem gerado divergências entre o governo federal e lideranças do Congresso Nacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que o Palácio do Planalto teria desistido de enviar um projeto em regime de urgência, mas integrantes do governo informaram que a possibilidade ainda está em análise.
De acordo com o governo, ministros como Sidônio Palmeira, da Secretaria de Comunicação Social, e Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, continuam avaliando a melhor estratégia para o envio da proposta. A discussão ocorre enquanto uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema já tramita na Câmara e deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
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A proposta enfrenta resistência de partidos de oposição e de representantes do setor empresarial, que demonstram preocupação com possíveis impactos econômicos e aumento de custos para as empresas. Lideranças partidárias defendem que o tema seja amplamente debatido nas comissões antes de eventual votação em plenário, o que pode atrasar o andamento da matéria.
Defensores da mudança afirmam que o fim da escala 6x1 pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, ampliando o tempo de descanso e convívio familiar. O tema ganhou força política após ser defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das prioridades do governo, com a proposta de redução da jornada sem diminuição salarial, enquanto o Congresso ainda discute qual modelo poderá ser viável.
Fonte: Correio Braziliense