Flávio Bolsonaro pede cassação de Lula no TSE após desfile de Carnaval

Ação aponta uso de recursos públicos e estrutura governamental para promover Lula

Por Redação,

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, apresentou nesta terça-feira (8) uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A representação pede a cassação do registro da chapa presidencial e a declaração de inelegibilidade de Lula. A ação também cita a primeira-dama Rosângela da Silva, Janja, o ex-presidente da Embratur Marcelo Freixo e o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves.

Foto: Ricardo StuckertHomenagem ao presidente Lula na Sapucaí.
Homenagem ao presidente Lula na Sapucaí.

O processo questiona o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado em 15 de fevereiro de 2026, que teve Lula como personagem central do enredo. Segundo a defesa de Flávio, a apresentação teria ultrapassado os limites de uma homenagem biográfica e sido utilizada como forma de promoção política antecipada durante um ano eleitoral. Os advogados acusam a chapa de abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação social.

Na representação, a defesa estima em pelo menos R$ 9,65 milhões os recursos públicos destinados à apresentação, considerando repasses de diferentes esferas governamentais. O documento também questiona um repasse de R$ 1 milhão feito pela Embratur à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e uma contribuição do município de Niterói à escola. A ação menciona ainda uma suposta articulação de recursos privados por Janja, informação que, segundo o próprio processo, ainda deverá ser aprofundada durante a instrução.

A representação também cita encontros entre integrantes da escola e representantes do governo federal, além da participação de Janja em atividades relacionadas ao desfile. Para os autores da ação, elementos apresentados durante a homenagem, como referências ao número 13, símbolos associados ao Partido dos Trabalhadores e críticas a adversários, teriam características de discurso eleitoral. O processo foi distribuído ao ministro Antonio Carlos Ferreira, corregedor-geral eleitoral, e pode tramitar em conjunto com outra representação apresentada anteriormente pelo Partido Novo.

Fonte: Correio Braziliense

Comente

Pequisar